Cine África
18 de maio de 2012
Evento: II Mostra +CineRG – Registro Geral (Rio de Janeiro)
Praça da Harmonia na Gamboa, dia 19 de maio, sábado, a partir de 18h.
Clique na imagem para ampliar e ver a programação.
16 de maio de 2012
Textos: Revista Filmologia - Edição especial sobre Cinema Negro
A revista Filmologia trouxe, em sua edição #9, um especial sobre cinema negro com vários textos dedicados ao cineasta Djbril Diop Mambety. Confira clicando AQUI.
1 de março de 2012
Djibril Diop Mambéty - La Petite Vendeuse de Soleil (1999)
Senegal | Djibril Diop Mambéty | 1999 | Drama | IMDB
Francês/Wolof | Legenda: Português/English/Español
45 min | 346 Mb
A Pequena Vendedora de Sol - La Petite Vendeuse de Soleil
Francês/Wolof | Legenda: Português/English/Español
45 min | 346 Mb
A Pequena Vendedora de Sol - La Petite Vendeuse de Soleil
Menina aleijada de doze anos, Silli vai mendigar nas ruas de Dakar. Um bando de meninos vendedores-mirins de jornais zombam de sua deficiência. Ela logo decide parar de mendigar e começa também a vender jornais, atividade normalmente reservada aos meninos. No decorrer de suas aventuras, Sill conhece Babou: uma amizade que se afirma frente á brutalidade dos pequenos rivais vendedores de jornal...
28 de fevereiro de 2012
Trailer: Kilombos
Está disponível o trailer do documentário Kilombos, de Paulo Nuno Vicente. Assista-o aqui (clique).
Um homem desenha os limites da sua terra. Com um pequeno ramo de sapucaia, tenta um mapa de traços intuitivos, irregulares, mas mentalmente exatos. Clack! Quebra-o em duas porções imperfeitas para apresentar, neste chão de terra ocre, uma cartografia coletiva.
Almeida é esse homem. É-o aqui e agora em Matões dos Moreira, no estado do Maranhão. Ligando vértices granulados, o retângulo é agora de pó e com isso, acreditar-se-ia à primeira impressão, vago e composto de matéria volúvel. Mas os seus traços são precisos: na exata medida em que reconstrói pelo traço uma comunidade que é, antes de mais, mental – Benedict Anderson chamar-lhe-ia “imaginada” – a sua cartografia é uma extensão caligráfica da sua identidade.
Ou como diz Emília: «Nós não sabemos onde está Matões de acordo com o conflito. Mas na nossa cabeça, na nossa memória, na nossa história nós sabemos onde estamos». O sentido de pertença a uma identidade extravasa a fronteira do medo. Ser quilombola é estar para lá do lugar. Uma imagem perdura para lá do que representa. «Kilombos» é uma tentativa de cartografia antropológica para os antagonismos do Brasil contemporâneo, metonímia oral do globalizante e do ancestral em fluxo.
Ficha Técnica:
Realização - Paulo Nuno Vicente
Direção de imagem - Luís Melo
Produção - Instituto Marquês de Valle Flôr
Parceiros - Plataforma das ONG's de Cabo Verde, Acção para o Desenvolvimento, Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão, Universidade de Aveiro
Co-financiamento - União Europeia, Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento
Almeida é esse homem. É-o aqui e agora em Matões dos Moreira, no estado do Maranhão. Ligando vértices granulados, o retângulo é agora de pó e com isso, acreditar-se-ia à primeira impressão, vago e composto de matéria volúvel. Mas os seus traços são precisos: na exata medida em que reconstrói pelo traço uma comunidade que é, antes de mais, mental – Benedict Anderson chamar-lhe-ia “imaginada” – a sua cartografia é uma extensão caligráfica da sua identidade.
Ou como diz Emília: «Nós não sabemos onde está Matões de acordo com o conflito. Mas na nossa cabeça, na nossa memória, na nossa história nós sabemos onde estamos». O sentido de pertença a uma identidade extravasa a fronteira do medo. Ser quilombola é estar para lá do lugar. Uma imagem perdura para lá do que representa. «Kilombos» é uma tentativa de cartografia antropológica para os antagonismos do Brasil contemporâneo, metonímia oral do globalizante e do ancestral em fluxo.
Ficha Técnica:
Realização - Paulo Nuno Vicente
Direção de imagem - Luís Melo
Produção - Instituto Marquês de Valle Flôr
Parceiros - Plataforma das ONG's de Cabo Verde, Acção para o Desenvolvimento, Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão, Universidade de Aveiro
Co-financiamento - União Europeia, Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento
Leia aqui um artigo de Paulo Nuno Vicente sobre o documentário.
16 de janeiro de 2012
Nacer Khemir - Baba Aziz (2005)
França/Alemanha/Irã/Tunísia/Reino Unido | Nacer Khemir | 2005 | Fantasia | IMDB
Árabe | Legenda: Português
96 min | 750 Mb
96 min | 750 Mb
Baba Aziz / O príncipe que contemplava sua alma
Um poema visual de enorme beleza, uma obra de arte de Nacer Khemir, Baba Aziz encerra a trilogia do deserto (clique para ver o primeiro e o segundo da trilogia). O filme inicia-se com a estória de um dervixe chamado Baba Aziz e sua neta espiritual, Ishtar. Juntos, percorrem o deserto atrás de uma grande reunião de dervixes que ocorre uma vez a cada 30 anos. Tendo a fé como único guia, os dois viajam por vários dias pela imensidão. Para ajudar a suportar a viagem, Baba Aziz passa a contar estórias do príncipe do deserto que contemplava sua alma ao lado de uma pequena piscina. No decorrer da narrativa, os viajantes encontram outros que também contam suas estórias.Repleto de imagens maravilhosas e belíssima música, Nacer Khemir criou uma fábula inédita e encantadora filmada nas areias da Tunísia e do Irã. O roteiro desse filme foi escrito pelo próprio Khemir, em parceria com Tonino Guerra, autor de diversos roteiros de grande sucesso (Amarcord, Night of the Shooting Stars, Blowup, entre outros).
Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa
O FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa regressa ao Cinema São Jorge, em Lisboa, de 9 a 20 de Maio de 2012.
As inscrições para a Selecção Oficial Competitiva de Cinema de Expressão Portuguesa encontram-se abertas até ao dia 31 de Janeiro de 2012 e abrangem filmes inéditos (curtas e longas-metragens de ficção, animação e documentário), produzidos entre 31 de Janeiro de 2010 e 31 de Janeiro de 2012.
Os interessados devem enviar uma cópia do filme em formato digital (DVD) para visionamento da comissão de pré-seleção, acompanhada de ficha de inscrição devidamente preenchida, e de todos os materiais referenciados no Regulamento disponível no site oficial do festival:
www.festin-festival.com
Os interessados devem enviar uma cópia do filme em formato digital (DVD) para visionamento da comissão de pré-seleção, acompanhada de ficha de inscrição devidamente preenchida, e de todos os materiais referenciados no Regulamento disponível no site oficial do festival:
www.festin-festival.com
19 de dezembro de 2011
Texto: Youssef Chahine
Eu realizo filmes, em primeiro lugar, por mim. Depois por minha família. Depois por Alexandria e, então, pelo Egito. E se o mundo árabe gostar deles, ahlam wa Sahlan (são bem-vindos). E se a audiência estrangeira gostar também, então serão mais do que bem-vindos.
Youssef Chahine
Youssef Chahine é, sem dúvida, um dos maiores diretores do cinema árabe. Ícone e pioneiro do cinema egípcio, nasceu nesse país, em Alexandria, no ano de 1926. Estudou na Universidade de Alexandria e cursou Cinema e Arte Dramática nos EUA. Dirigiu dezenas de filmes, entre eles O destino (1997), A outra (1999) e Alexandria… New York (2004), que abordam temáticas relacionadas à complexa sociedade egípcia e à vida urbana. Falecido em 2008, deixou uma obra premiada e reconhecida em inúmeros países.
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