Mostrando postagens com marcador Djbril Diop Mambety. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Djbril Diop Mambety. Mostrar todas as postagens

10 de maio de 2016

Mati Diop - A Thousand Suns (2013)

 
Senegal - França | Mati Diop | 2013 | Documentário | IMDB
Francês | Legenda: Português
44 min | 575.7 MiB
 
Sinopse
Magaye Niang foi o principal ator do aclamado filme senegalês dos anos 70 "A Viagem da Hiena" e hoje é um agricultor. Após a exibição de seu único filme em Dakar, Magaye relembra seu primeiro amor, que deixou o país anos atrás. 
 
Curiosidades:
A diretora, Mati Diop, é sobrinha de Djibril Diop Mambéty, diretor do filme A Viagem da Hiena. 





 Por favor, semeie! Semear é muito importante para que outras pessoas tenham acesso ao filme.
Créditos da postagem a Lu Stoker, no MakingOff.
 
 

21 de agosto de 2012

Djibril Diop Mambéty - Badou Boy (1970)


Senegal | Djibril Diop Mambéty | 1970| Comédia | Experimental | IMDB
Wolof | Legenda: Português | Inglês
56 min | XivD 720 x 540 | MPEG1/2 L3 82 kb/s | 25.000 fps 
699 MB

 Badou Boy (1970)
O menino Badou, um jovem delinquente, vive aprontando em sua cidade, perturbando a paz de todos que o cercam. Sua fama consagra-o como uma das figuras mais procuradas pela polícia, que nunca consegue alcançá-lo. Enquanto isso, um mendigo cego sobrevive de sua humilde música, denunciando através do canto uma série de injustiças sociais. Com este primeiro longa, o diretor Mambéty passou a ser considerado uma espécie de 'Godard Negro'. 


24 de julho de 2012

Djibril Diop Mambéty - Le Franc (1994)


Senegal | Djibril Diop Mambéty | 1994| Comédia | Musical | IMDB
Wolof
| Legenda: Português
44 min | XivD 576 x 304 | MPEG1/2 L3 82 kb/s | 25.000 fps 
429 MB

Le Franc
Pobre músico não consegue pagar o aluguel, até tirar a sorte grande na loteria. O problema é que ele colou o bilhete premiado na porta de seu quarto, o que o faz arrancar esta porta e sair andando com ela pela cidade, até o mar, para que as águas desgrudem o milagroso papel.

16 de maio de 2012

1 de março de 2012

Djibril Diop Mambéty - La Petite Vendeuse de Soleil (1999)



Senegal | Djibril Diop Mambéty | 1999 | Drama | IMDB
Francês/Wolof | Legenda: Português/English/Español
45 min | 346 Mb

A Pequena Vendedora de Sol - La Petite Vendeuse de Soleil

Menina aleijada de doze anos, Silli vai mendigar nas ruas de Dakar. Um bando de meninos vendedores-mirins de jornais zombam de sua deficiência. Ela logo decide parar de mendigar e começa também a vender jornais, atividade normalmente reservada aos meninos. No decorrer de suas aventuras, Sill conhece Babou: uma amizade que se afirma frente á brutalidade dos pequenos rivais vendedores de jornal...

8 de setembro de 2011

Djibril Diop Mambéty - Touki Bouki (1973)


Senegal | Djibril Diop Mambéty | 1973
Drama/Road Movie | IMDB
Árabe/Francês | Português/Inglês
85 min | 1,3 Gb

A Viagem Da Hiena / Touki Bouki (1973)

Este primeiro filme do aclamado diretor senegalês Djibril Diop Mambety é considerado um dos melhores filmes africanos, com certeza um dos mais experimentais. Concebido ccom exatidão e magistralmente realizado, o filme narra as cômicas desaventuras história de Mory, um vaqueiro que monta uma motocicleta com um crânio bovino. e Anta, uma estudante universitária. Alienados e descontentes com o Senegal e a África, decidem ir para Paris, buscando para tanto, arrumar dinheiro-fácil através de diferentes formas.


31 de julho de 2011

O papel da música no cinema africano

La vie sur terre, 1998, Abderrahmane Sissako.
La vie sur terre, 1998, Abderrahmane Sissako.

O papel da música no cinema africano

Ainda hoje, uma análise do complexo papel da música no cinema é frequentemente esquecido pelos críticos, muitos dos quais permanecem prostrados diante da ditadura da imagem. No entanto, como uma manifestação cultural, a música tem uma posição privilegiada no que diz respeito ao estudo das representações de identidade e ideologia; além disso, em seus aspectos subversivos e dialógicos, pode revelar importantes decisões do diretor relacionadas às dinâmicas do poder e da exclusão.

Considerando isso em função da importância da música dentro de numerosas culturas africanas, devemos concluir que a investigação do seu lugar continua a ser uma aspiração nos estudos sobre cinema africano. Para as primeiras cinco décadas do cinema africano, o significado da música foi entendido com relação a certos fins programáticos, como quando Ousmane Sembène e Djibril Diop Mambety se dedicaram a construir a imagem de suas nações recém-criadas. Seu trabalho pioneiro lidou com a necessidade de recuperar uma memória histórica intencionalmente obscurecida pelo imperialismo e de desenvolver alternativas aos dogmas coloniais e neocoloniais. Além disso, eles sentiram a urgência de elaborar um corpo teórico especificamente africano relacionado às praxis culturais e sociais em suas respectivas culturas. Nesse ambiente, o papel do cinema era crucial. Essa nova forma de arte, fundindo a pontência do idioma audio-visual e o legado complexo do imperialismo, passou a ser vista como um meio privilegiado de luta contra as injustiças no cotidiano desses diretores. Eles tinham consciência tanto da natureza complicada dos problemas que enfrentavam quanto do poder do cinema, através da imagem e especialmente som, de construir uma identidade autenticamente africana em oposição ao paternalismo conceitual reacionário proposto pelo ocidente.

18 de março de 2011

Cineastas africanos: África Subsaariana-Norte

Junia Torres, Bruno Vasconcelos, Carolina Canguçu, Denise Costa

"A descolonização jamais passa despercebida porque atinge o ser, modifica fundamentalmente o ser, transforma espectadores sobrecarregados de inessencialidade em atores privilegiados, colhidos de modo quase grandioso pela rodaviva da história. Introduz no ser um ritmo próprio, transmitido por homens novos, uma nova linguagem, uma nova humanidade. A descolonização é, na verdade, criação de homens novos." (Frantz Fanon 1979:26-27).


O cinema realizado por autores africanos emerge no contexto das independências políticas em diversos países do continente.  Nasce, portanto, essencialmente ligado às reflexões advindas das estratégias anti-coloniais e à construção do ideal de uma unidade cultural que não subsumisse as diversidades culturais locais e os diferentes grupos étnicos. Cinema que encontra, ainda contemporaneamente, reflexões, narrativas e problemáticas relativas aos projetos e embates pós-coloniais. Tais questões atravessam, com maior ou menor vigor, as representações que vem sendo construídas a partir da apropriação – e da permanente reinvenção – dessa forma de reflexão sobre o mundo e sobre a existência por meio de imagens e sons. São, por outro lado, cinematografias, como ademais em todos os lugares, atravessadas pelas sensibilidades, subjetividades e experiências conferidas pelos diferentes autores que iniciaram e que constituem a trajetória desse cinema realizado em África.

Assim, diversas questões envolvidas na complexa pergunta: "Afinal, o que é África?" – título de artigo do professor Kabengele Munanga, presente no fórum de debates da mostra, assim como as que envolvem o díptico tradição/modernidade problematizado por Mahomed Bamba em artigo publicado na sessão de ensaios desse catálogo – não poderiam deixar de atravessar a constituição da trajetória das experiências cinematográficas no Continente. Questões às quais acrescentam-se tantas outras, tais como a forma pela qual estes diferentes povos - aos quais denominou-se África um dia – se relacionaram, se contrapuseram e se contrapõem às culturas colonizadoras, ou de que maneira se articulam as matrizes culturais locais que povoam esse espaço imenso e diverso às formas da chamada “modernidade”.

Quando os cineastas africanos começam eles próprios a produzir imagens da África – a partir dos anos 1950 –, passam a intervir na dinâmica cultural de seus povos através do cinema, potencializador da produção do imaginário e dos encontros inter-culturais. O que se vislumbrou desde então foi a questão de se experimentar a expressão cinematográfica vigorosa de culturas em devir. Ao longo dessa história, diversas foram as posturas adotadas pelos cineastas africanos diante da tarefa de construir traduções cinematográficas de racionalidades africanas para a tela.

O que se verá aqui, devido à exigüidade do tempo e espaço de que dispomos, é a apresentação de algumas das obras importantes para a constituição e trajetória do cinema realizado por autores africanos. (...)

----

Excerto de artigo publicado no Catálogo FORUMDOC - BH - 2009, referente ao 13º Festival do Filme Documentário e Etnográfico. O catálogo conta com diversos textos e biografias de diretores. Para continuar lendo esse texto, clique aqui, consulte a página 19.