19 de dezembro de 2011

Nacer Khemir - Tawk al-Hamama al-Mafkoud (1991)


Tunísia/França | Nacer Khemir | 1991 | Fantasia | IMDB 
Árabe | Legenda: Português/Inglês/
  87 min | 680 Mb
Tawk al-Hamama al-Mafkoud / O colar perdido da pomba
Segundo filme da trilogia do deserto (clique aqui para ver o primeiro).
Apresenta enorme influência das Mil e uma noites. O filme mostra a estória de Hassan, que estuda a arte da caligrafia árabe com um grande mestre. Depois de achar um fragmento de um manuscrito, Hassan sai em busca das peças faltantes, acreditando que, ao encontrá-las, terá revelados os segredos do amor. Com a ajuda de Zin, ele encontra Linda Azizi, princesa de Samarkanda. Ao se deparar com várias dificuldades, inclusive com a guerra, em seu caminho, ele se dá conta de que mesmo uma vida inteira não será suficiente para desvendar as dimensões reais do amor.

 
Sobre o diretor

Nascido na Tunísia em 1948, Nacer Khemir ou, como ele insiste em ser chamado, Mohamed Al Nasir Al Khumeir é um poeta, escultor, calígrafo, contador de estórias, muito mais conhecido por ser um diretor de cinema premiado. Desde a infância, viveu em uma cultura de narrativas e adquiriu um hábito permanente de colecioná-las e escrevê-las. Em 1982, foi convidado por Antoine Vitez a contar uma estória na montagem de As Mil e uma noites apresentada no Theatre Nationale du Chaillot. A partir de então, iniciou a realização do filme que inaugurou a trilogia do deserto (Wanderers of the Desert, 1984) e influenciou enormemente o seu trabalho como ator e diretor de cinema.

Seus filmes são sempre repletos de fábulas e remontam à glória dos tempos das estórias árabes. Ele faz isso com um forte simbolismo que remete a uma grande viagem interior. Como vários intelectuais do mundo árabe, mesmo com sua formação francesa, Khemir tem forte identidade cultural com a sua origem. É considerado um arabista e estudioso da literatura árabe que mostra certa impaciência com a superficialidade das artes e das relações nos meios culturais atuais. Muito do seu trabalho traz diálogos, expressões e imagens que muitos podem entender como orientalistas, mas, na verdade, representam a ligação com o passado da grande civilização árabe. No entanto, suas obras acabam refletindo os dias atuais. Khemir tornou-se conhecido como autor e diretor dos filmes que fazem parte da trilogia do deserto (exibidos na 4ª Mostra Mundo Árabe de Cinema do ICArabe). Cada um deles tem um mote especial, mas todos se entrelaçam e se conectam. O último, Baba Aziz, foi bastante aclamado pela crítica internacional e bem recebido em diversos países onde continua sendo exibido. Para Khemir, o filme foi uma oportunidade de combinar o mundo árabe e o Ocidente, entremeando e mostrando a essência de sua herança religiosa, que tem sido fortemente hostilizada no mundo moderno. “Suponhamos que você esteja em uma rua andando com seu pai e ele caia e suje seu rosto. O que você faz? Ajuda a limpar a lama do rosto”, diz Khemir. “Narrativa, para mim, é transcendente. Ela se torna transcendente por meio da abstração. É um tipo de Islã também.” Em meio a todo o sucesso de Baba Aziz, Khemir se preocupa em falar sobre a dignidade e o orgulho de pertencer a uma cultura de humanismo e universalidade.   
Fonte: http://www.icarabe.org/mostras/mundoarabe2009/diretores_print.htm 
Créditos da postagem a mfcorrea e Guangming, no MakingOff.

Por favor, semeie! Semear é muito importante para que outras pessoas tenham acesso ao filme. 

2 comentários:

felipe morina disse...

Irmão infelizmente o link está off. É possível arrumar?

Gratidão

Wendell Nunes Alves disse...

Link off!