3 de maio de 2011

Gavin Hood - Tsotsi (2005)


África do Sul | Gavin Hood | 2005 | Drama/Policial | IMDB
 
Zulu/Xhosa/Afrikaans | Legenda: Português
  90min | XivD
640 x 272 | MP3 122 kb/s | 25.000 fps 
699 Mb

Tsotsi
Filmado no "township" (município) de Soweto, o filme conta a história de um "tsotsi" (durão) de 19 anos, que precisa tomar conta de um bebê encontrado no banco de trás de um carro que roubou após atirar na mãe da criança.
Uma co-produção entre Grã-Bretanha e África do Sul, o filme é a adaptação cinematográfica do livro homônimo do sul-africano Athol Fugard.
Depois de Yesterday, sobre a exclusão dos doentes de Aids, e de Carmen em Khayelitsha, rodado em um acampamento de "squatters" (ocupantes ilegais) na Cidade do Cabo, Tsotsi é o sucesso mais recente de uma indústria cinematográfica que aborda os problemas contemporâneos da "nova África do Sul".  

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (2005) e Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro (2006).

 







Crítica
"Tsotsi" significa "rufia" ou "desordeiro" na linguagem das ruas de Soweto, um gueto negro nos subúrbios de Joanesburgo. Tsotsi (Presley Chweneyagae) tem 19 anos e é chefe de um grupo de gangsters: Boston (Mothusi Magano), Butcher (Zenzo Ngqobe) e Aap (Kenneth Nkosi). Tsotsi é o sociopata do grupo, transformando um assalto num assassínio, e espancando Boston quando este clama pelo valor da decência. Num bairro da classe média, Tsotsi atira sobre uma mulher (Nambitha Mpumlwana) para lhe roubar o carro. Uns metros mais à frente, Tsotsi repara que há um bebé no banco de trás. Um misto de emoções trespassa a sua expressão (numa convincente interpretação do estreante Chweneyagae), e dá-se início a uma viagem de transformação.

O mundo de Tsotsi define-se no mais básico: necessidades, desejos, oportunidades, obstáculos, perigos. A esperança não abunda e a tragédia espreita a cada esquina. A solidão, a raiva e a alienação são combatidos com agressividade e crueldade. Além do bebé, outros dois encontros servem de catalizador para a mudança e a curva de aprendizagem de Tsotsi vai-se fazendo por tentativa e erro. Mas o sorriso que nos surge quando vemos Tsotsi tentar cuidar da criança, com claro desconhecimento, mistura-se com o desconforto das reais dificuldades daquelas vidas.

A infância de Tsotsi, e os seus motivos, surgem em flashbacks que, mais do que desculpar qualquer uma das suas atitudes violentas, justificam as suas atitudes de crescente carinho para com aquela criança. Através dela, Tsotsi resgata o seu passado, as suas dores, e até a sua identidade. E a “decência” apregoada por Boston acaba por ser aquilo que Tsotsi encontra.

O tema do “homem mau” humanizado através do contato com um inocente não é novo, e o registo do filme lembra inevitavelmente “Cidade de Deus” (Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2002). “Tsotsi” é, no global, um filme muito bem feito, para o que contribui também a fotografia de Lance Gewer, que capta a pobreza e desolação do gueto, com uma escuridão envolvente, cores quentes e suave iluminação.

A ação do romance do dramaturgo Athol Fugard (publicado nos anos 80), no qual “Tsotsi” se baseia, desenrolava-se durante os anos 50, no início do apartheid. A atualização foi feita para os nossos dias com a inclusão opressiva de outro flagelo, a AIDS, por todo o lado surgindo cartazes com a mensagem: “We are all AFFECTED by HIV and AIDS”. Os riscos mudam, mas não desaparecem, a vida para estes órfãos sem casa continua a ser assustadora. E a marca deste filme, quase apagada no meio da narrativa, são essas crianças, vivendo dentro de tubos de cimento.

O elenco é constituído por atores desconhecidos, o que ainda fortalece mais o enredo e nos faz pensar que, definitivamente, e especialmente em Hollywood, há atores que recebem muito dinheiro para a qualidade que têm.

Finalmente, um último destaque para a banda-sonora do filme- recheada de música "Kwaito" (a resposta sul-africana ao Hip Hop americano). Estamos perante um trabalho verdadeiramente emocionante.

Fonte: desconhecida. (Por favor, comente se souber a origem)


Crédito da postagem a parkyns, no MakingOff.



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3 comentários:

CINEMOVIE disse...

Muito Interessante seu blog.Topa uma parceria???

Cine África disse...

Olá! Já adicionamos o blog aos Parceiros! Um abraço.

Anônimo disse...

http://listasde10.blogspot.com/2009/11/10-filmes-sobre-racismo.html